A coleção de Arte psicoterapêutica junta obras criadas por utentes de vários estabelecimentos de saúde da Ordem Hospitaleira, produzidas em contexto de reabilitação psicossocial, onde a expressão artística se afirma como meio de comunicação, reabilitação e afirmação da dignidade pessoal.
Uma parte deste acervo tem origem no Museu da Loucura e, posteriormente, no Museu Ergoterápico, ao longo do século XX, na Casa de Saúde do Telhal. Ambos preservaram e valorizaram a criação artística de doentes psiquiátricos. Entre os autores representados destacam‑se nomes como Stuart de Carvalhais, Joaquim Guerreiro, ou Simões Costa.
Para além do seu valor humano e terapêutico ‑ promovendo organização emocional e auto‑estima ‑ estas obras possuem também reconhecida relevância artística e documental, constituindo um testemunho único da relação entre arte, saúde mental e práticas de cuidado ao longo dos séculos XX e XXI.